29 abril, 2006

SIM. EU JOGUEI BETE!

Calma! Calma!
Não peguei nenhuma indivídua de nome Bete e arremessei para lugar distante.

Estou falando do Jogo de Betes. Para quem não sabe, Betes = Tacos.

Depende sempre da região do país, ou você vai ouvir falar Betes ou Tacos, ou ainda, o singular dos dois nomes.
Quem não jogou betes quando moleque, não foi moleque.

O jogo consiste em duas duplas e se assemelha ao cricket (na verdade não parece muita coisa mas eu sempre quis fazer essa relação, mesmo que falsa). Duas áreas demarcadas são separadas por cerca de 30 metros (ou mais, ou menos, depende do lugar, do tamanho da rua, do quintal, da calçada...). Nestas áreas, geralmente na forma de meia lua, ficam dois pinos, conhecidos como: "casinhas", que logicamente não tem a forma de casinhas e nem de pinos. Comumente. para representar as casinhas, se utilizam de latas de óleo de soja ou são feitas pirâmides com alguns gravetos. Como eu disse, as casinhas ficam em suas áreas, de frente uma para outra em uma distância de uns 30 metros, o que caracteriza o inominável: Campo de Betes.

No Betes, é uma dupla contra a outra. Por sorteio, ou briga, palitinho ou força física, se escolhe a dupla que sairá com os betes (ou seja, com os tacos).

Os tacos podem ser de qualquer forma (a não ser em torneios oficiais, que são poucos). Podem ser uma ripa de madeira, um pedaço de cabo de vassoura, um pedaço de ferro (não recomendo por ser pesado), um pedaço de cano velho de plástico, uma espada do He-Man da TecToy (aquilo não é um brinquedo, é uma arma) e mais uma infinidade de coisas que você queira utilizar com taco.

Cada membro da dupla, fica na frente de uma das casinhas. A dupla sem tacos é a que está com a bolinha, que pode ser de tênis, de plástico, de couro e até de meia. O objetivo da dupla com as bolinhas é derrubar a casinha do adversário e recuperar os betes. Ou seja, ao acertar a casinha, quem estava com os betes, ficam com a bolinha e vice-versa.

E como se faz ponto no Betes? Fácil. Quando os caras da bolinha jogam a dita, os caras dos tacos tem que acertá-la fora do alcance dos arremessadores, para dar tempo da dupla trocar de lado na área delimitada. Cada passada da dupla no centro da área soma uma quantidade de pontos, que dependendo de como se joga, pode ser de 1 ponto, 10 pontos ou 100 pontos. Ganha quem fizer o limite de pontos estabelecido antes do início da partida.

Em algumas regras vigentes no país, há algumas particularidades:
a) A dupla que acumular três betadas para trás da casinha que se encontra, perde os tacos. Neste caso é que se vê quem é bom. Betada pra trás é um crime que deveria nem ter fiança.
b) Ao se chegar ao limite de pontos estabelecido, em alguns lugares, os participantes tem ainda que dar uma betada, cruzar os betes no meio da área do jogo e derrubar as latinhas com os pés. Mas o pior de tudo é que em alguns lugares, tem que cuspir na latinha também.
c) Cabe salientar que você só está salvo de perder os betes, se não for carimbado com a bolinha enquanto cruza a área de jogo, mais ou menos como no beisebol. Só que lá, os caras não perdem o taco.

Se os caras dos tacos rebaterem a bola e os caras das bolas conseguirem pegar a bolinha no ar, os rebatedores perdem os betes. Em alguns lugares além de pegar a bola no ar os rebatedores tem que gritar:"Whiskey". Não me pergunte por quê. Além disso, de lugar pra lugar, essa palavra varia bastante. Já ouvi a corruptela: "Atchim", pra vocês terem idéia das mudanças.

Há mais uma série infindável de regras adicionais que variam de região pra região. Logicamente não vou dizê-las aqui. Para isso, nos tempos modernos inventaram uma ferramente fantástica de nome Google. Divirta-se.

Entendeu mais ou menos? Não? Então meu amigo ou minha amiga, infelizmente você nunca jogou Betes e eu só posso lamentar sua infância inútil, triste e porque não dizer, patética!

No mais, com sua licença que tem uma molecadinha aqui em frente começando o dois ou um pra tirar as duplas pra jogar. Fui.

Abraços a todos.

22 abril, 2006

DA SÉRIE: Ô DESENHOSINHO BÃO, SÔ!

OS GATOS DO TROVÃO (ou algo muito parecido com isso)

Eu tenho
aproximadamente 30 anos, com um desvio padrão de + ou – 2. Pois é. Se você tem essa faixa honrosa de idade, ou ainda, se é mais velho e experiente do que eu (pra não dizer decrépito como o Mumm Rá), deve se lembrar de um desenho animado que passava na globo, inicialmente nas manhãs de domingo, depois, no tal do Xou da Xuxa. Sim, estou falando dos THUNDERCATS.

Realmente eu não sei dizer o que era pior. Acordar domingo de manhã ou ter eu ver aquela gritaria tresloucada da Xuxa: “E os meninos ga-nha-ram”. Arrghhhh!!!

Mas voltando aos Gatos do Trovão. Essa “gataiada” foi criada por Ted Wolf, para a Telepictures Corporation. Separei um fotinha básica dos gatos para vocês, a seguir:

Tão vendo a foto? Peguei todo mundo rindo, na maior alegria, que beleza... . O bãozão da boca é o Lion-O (não me pergunte por que se escreve assim), que é o terceiro da esquerda para a direita, sem contar é claro, a criatura que parece uma mistura de cachorro com coelho e mais um gato assustado, cujo nome é Snarf. Depois do Lion-O tem uma criancinha de nome Willy-Cat, que é fêmea, a Cheetara, que é fêmea mas é adulta e até o momento ainda não pousou para a Playboy e do lado dela, a outra criancinha, que é o Willy-Kit. O gato que parece uma pantera e está com a mão no ombro do Lion-o (hummmm) é o Panthro e por último o Tygra, que parece ser o mais risonho...

A história básica é a seguinte: os caras tiveram que fugir do planeta deles (Thundera), pois o negócio ia explodir. Daí o pai do Lion-O colocou ele e mais o resto da “gataiada” em um saco, digo, em uma nave e eles foram procurar um novo lar. Acharam então o tal do Terceiro Mundo (Não, não caíram no Brasil), e são guiados por uma espécie de fantasminha camarada de nome Jaga, como se pode ver a seguir:

Para combater o mal, honrar a justiça e mais essas coisas que a gente conhece, Lion-O fica de posse do Olho de Thundera (Não, não é uma capa do disco do Tom Zé), também conhecida com espada justiceira, como você pode ver a seguir.

Tem um monte de vilão, mas o mais legal de todos é sem dúvida o tal do Mumm-Rá, que além de, no Brasil, ter a voz do cara que dublava o Esqueleto do He-Man, é muito asqueroso e mau. Dá uma olhada no naipe do cara:
Tem duas fotos. A primeira é ele transformado, muito doido de raiva (descobriu que caiu na malha fina). A segunda é ele sem transformar, quietinho, na dele, só tramando um jeito de fazer churrasquinho de gato.

Tá bão, né? Deu pra você lembrar? Se não, tem um sítio que conta tudo o que eu não falei aqui e mais um pouco, se tiver tempo, dá um pulinho lá:
http://thundercats.vpga.com/cartoon.htm

Eu adorava o desenho. Só passei a não gostar quando entraram com novos personagens na tentativa de renovar a série. Eram uns personagens meio manés, daí a história desandou, tanto que a série parou por aí. A audiência despencou lá fora e por aqui.

EPISÓDIO MEMORÁVEL

A espada justiceira encontra Excalibur (Imagina o tanto que foi bão esse episódio)

FRASES ESTILOSAS E MEMORÁVEIS

Espada Justiceira, dê-me a visão além do alcance! (Frase do Lion-O, quando precisava saber coisas que o Jaga não falava, mas a espada mostrava!!)

Antigos espíritos do mal. Transformem essa forma decadente, em Mumm-Ra, o de vida eterna!!! (Não amigos, não é a frase de um deputado, é a do Mumm-Rá, se transformando naquele bichão morfético que eu já falei).

Thunder, Thunder, ThunderCats!!Hooooo!!! (Esse é o Lion-O, gritando e fazendo a espada crescer. Sim. A espada em repouso, parece uma faquinha, daí o cara fala essas coisas e a espada cresce, fica enooorme. Há neste caso alguma mensagem subliminar? Pois é, quando a espada cresce, emite uma luz com o símbolo dos Thundercats, daí os caras se juntam e não sobra pra ninguém. Em síntese: o pau quebra!)

Bom. Por hoje é só. Abraço a todos.

19 abril, 2006

NOTA DE ENTRAMENTO

Para quem não entendeu o que quer dizer o título desse post, vamos lá:

Quando eu era pequeno (moleque eu sou até hoje), morava em uma cidade de interior. Toda vez que alguém morria, tinha um carro de som, no caso, um opala vermelho com um megafone no teto, que andava a cidade inteira anunciando que o sujeito tinha ido-se. Era algo mais ou menos assim:

"Nota de falecimento: a família Couve vem tristemente e com imenso pesar anunciar ao povo de ....(não vou falar a cidade, eh,eh,eh) o falecimento de Zé das Couve. O féretro (se você não sabe o que é essa palavra, vá ao dicionário) sairá da residência da família às 14:00. A família Couve agradece a sua presença".

Ao invés de uma nota de falecimento, vou fazer uma de entramento nesse blog, sacaram? Se entenderam, viram que não tem relação nenhuma com nada, mas vou fazer mesmo assim. Entonces, imaginem agora um opalão vermelho com um megafone no teto:

"Nota de entramento: a família Smith vem alegremente, porque não dizer, esfuziantemente, ou ainda, orgulhosamente, anunciar o entramento de Xapetuba Smith neste blog. A sua primeira postagem é essa, que logo será seguida por outra, a depender de seus irmãos Smiths. A família Smith agradece a sua presença constante nesse blog."

Por hoje é só. Um abraço a todos.